segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Palestra: "A Dívida Pública Brasileira e seus Reflexos na Economia e na Sociedade", com Maria Lucia Fatorelli

Os últimos dois meses têm sido de intensas lutas para as categorias do funcionalismo público federal. Sendo fortemente iniciada pelos professores, técnicos e estudantes das universidades federais, as greves mobilizam aproximadamente 350 mil funcionários públicos federais em todo o país. Só no IBGE já são quase dois meses de greve, que incidem sobre as atividades administrativas do órgão e especialmente a coleta de suas pesquisas, que, inclusive, já provocou problemas na divulgação da PME e do SINAPI. As respostas do governo às reivindicações das categorias tem obedecido a um modus operandi básico: a) reuniões procrastinatórias que apenas aludem a possíveis cenários de solução dos problemas das insitituições públicas, sem apresentar nada de concreto; b) divulgação de meias-verdades a respeito da evolução dos investimentos com a folha de pagamento ao longo dos últimos anos; c) o apoio dos grandes veículos de comunicação de massa em uma quase "campanha" contra os funcionários públicos e suas revindicações; d) a utilização de expedientes possivelmente ilegais para tentar enfraquecer os movimentos; e) o endurecimento em relação ao ponto dos servidores, dentre outras.
À primeira vista, pode parecer que estas táticas do governo são decorrentes apenas da personalidade da presidente e seus indicados políticos ocupantes dos cargos de confiança. Ela é apresentada como durona, pouco flexível, que determina com "mão de ferro" as ordens que seus subordinados devem cumprir e que seriam estas características pessoais as razões pelos atuais impasses das greves do funcionalismo. Olhando mais de perto, contudo, é possível percebermos que as verdadeiras razões são outras. São justamente os compromissos assumidos pelo governo federal com o empresariado brasileiro e grandes instituições internacionais expressas em sua política econômica que impõe os limites não apenas de sua política social, como também do investimento no serviço público nacional.
Para melhor entender estas questões, a ASSIBGE-PR convida a todos para participarem de um debate intitulado "A Dívida Pública Brasileira e seus Reflexos na Economia e na Sociedade" com a auditora fiscal da Receita Federal Maria Lucia Fatorelli. O evento ocorrerá no dia 16 de Agosto (quinta-feira), às 18:30, na sede do Sindicato dos Engenheiros (SENGE), sito à Rua Marechal Deodoro, 630, 22° andar - Conj. 2201 - Centro Comercial Itálita - Curitiba.
Maria Lucia Fatorelli tem sido internacionalmente reconhecida por sua luta pela Auditoria Cidadã da Dívida e tem viajado o país inteiro informando a população a respeito do modelo de desenvolvimento econômico brasileiro e sua vinculação com o endividamento do Estado. Sua vinda será da maior importância para entendermos melhor todas as dificuldades que temos enfrentado em nossa greve e compreendermos que, para melhor avaliarmos o resultado da nossa luta, precisamos ampliar o nosso campo de visão e enxergar o que está por trás da endurecida postura do governo em relação aos direitos dos funcionários públicos e da classe trabalhadora brasileira. A rígida posição do governo para conosco é compensada com uma flexibilidade enorme para com os empresários e banqueiros brasileiros. Apenas para ilustrar esta realidade, a tabela abaixo demonstra a execução do orçamento brasileiro de Janeiro a Julho deste ano: os gastos com o funcionalismo somam 9,85%, enquanto o pagamento de juros e amortizações da dívida já somam 54,09%. Não podemos deixar de ouvir o que Maria Lucia Fatorelli tem a nos dizer.
Para quem não conseguir ir no dia 16 (quinta-feira), haverá uma outra atividade com Maria Lúcia no dia 17 (sexta-feira), às 16:00, na Casa Amarela (Comitê de Campanha da Frente de Esquerda de Curitiba), Largo da Ordem (em frente ao bebedouro e ao cursinho Dynâmico).
Qualquer dúvida, por favor, entrem em contato conosco.
Contamos com a presença de todos!

2 comentários:

  1. Existe um pequeno equívoco com relação a Data:
    Até 19 de Julho de 1012, corrigir para 2012.

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  2. Gostaria de saber mais sobre a dívida interna brasileira. Esse tema me preocupada muito, não só com relação ao estoque da divida, mas também com relação ao total dos juros pagos. Sem esquecermos, claro, da dívida externa...

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